Meg e a Intoxicação Alimentar

Isso poderia ter acontecido com seu pet! Leia com calma…

(obs: se você gostar da história que vou te contar, se você se emocionar, dê um like, escreva algo. Será muito bom ouvir sua opinião)

Eu não gosto muito de falar sobre assuntos privados. Na verdade, eu nunca falo. Mas vou “quebrar o protocolo” hoje. Eu quero contar o que aconteceu com Meg, a cachorrinha de estimação da minha mãe.

Logo após o ano novo a Meg precisou ser internada num hospital veterinário. O motivo? Ela havia se intoxicado com algum alimento que ela ingeriu.

O quadro, clássico, se iniciou com vômitos, diarreia, apatia…

Minha mãe correu e levou-a a um veterinário de confiança.

E o que parecia que seria sanado rapidamente não aconteceu, e ela ficou mal, bem mal mesmo.

Ela estava à beira da morte…

Durante os dias em que esteve internada, a Meg mostrou-se muito corajosa e disciplinada. Aguentava a tudo de maneira exemplar.

O dr. César, que a acompanhou, disse ter ficado impressionado com a calma que ela lhe transmitia, apesar de estar muito mal.

Bom, o fato é que minha mãe, dona da Meg, não teve a mesma reação.

Para ela, o mundo estava ruindo.

Perder a Meg seria como perder a um filho.

Dias de tratamento se passaram e a Meg se restabeleceu, felizmente.

A conta foi salgada (viu, Dr. César?..rs..) R$ 1.017 pelos dias de internação, consultas, exames e medicamentos.

Sim, uma intoxicação alimentar pode custar muito caro… jamais pensei nisso..

Mas o prejuízo poderia ser muito maior, caso a Meg falecesse. Melhor nem pensar!

Por que estou contando isso? Porque fiquei muito feliz com a recuperação da Meg, e ainda mais com a alegria dos meus pais em tê-la de volta.

Mas o verdadeiro fato é que com a intoxicação da Meg eu recebi um pedido no mínimo inusitado da minha mãe.

Ela me pediu que eu fizesse uma pesquisa para ela. Sobre todos os alimentos potencialmente fatais para Meg.

Eu sou bastante ocupado, mas aquilo me chamou a atenção. Ela, minha mãe, nunca demonstrou nenhum interesse especial no que eu faço. Para ser sincero, acho que ela nem entende a validade disso tudo.

Como é engraçado isso, eu ajudo milhares de pessoas, mas aquelas mais próximas, parecem duvidar do que faço… Mas eu acho que é assim mesmo, imagino que um dia o Neymar ou o Messi coloquem seus filhos numa escolinha de futebol, ao invés deles próprios ensinarem as crias… vai entender…

Fato é que eu não tinha tempo para fazer o estudo, então tentei comprar um pronto. E não achei. Tive eu mesmo de “garimpar” e descobrir dezenas de alimentos e produtos que podem mesmo levar um pet a óbito.

E no último domingo eu imprimi e levei os meus apontamentos para minha mãe. E aqui surge o real motivo desse artigo: você não imagina o sorriso que ela abriu quando viu aquelas páginas. Parecia que ela estava recebendo OURO das minhas mãos!

Eu nunca vou esquecer o quanto ela estava emocionada ao pegar aquelas páginas impressas. Eu me lembro – como esquecer? – que ela disse algo como “agora, a Meg nunca mais vai correr risco de morrer por causa de alimento algum!”.

Foi aí que eu percebi que ela, minha mãe, estava se sentindo CULPADA pela intoxicação da Meg.

E que ela havia decidido, em algum momento durante a internação, que nunca mais passaria por isso.

Daí o pedido para que eu fizesse a pesquisa. Por isso ficou tão feliz em recebê-la.

Para mim, o BRILHO dos olhos dela foi o maior elogio que eu recebi desde que comecei o trabalho da Animale. Inesquecível!

Por isso quis compartilhar essa história com você.

Para te alertar dos problemas das intoxicações alimentares, para falar para você zelar pelo seu pet (enquanto pode) e para falar para você dedicar-se a alguém que você ama. É muito bom!

 

*****EDITADO : esse post foi publicado em janeiro de 2014, portanto a intoxicação da Meg aconteceu 1 ano atrás. Mas, casos como o dela acontecem todos os dias, infelizmente. Prevenir ainda é a melhor solução!

 

Se você gostou dessa história, se emocionou, se você puder demonstrar isso, dê um curtir aqui. Deixe um comentário para a Meg.  🙂